sexta-feira, 17 de junho de 2011

Felicidade Clandestina - Clarice Lispector


Posto aqui uma dica de uma amiga e sendo de Clarice, no mínimo é uma leitura instigante digna de uma escritora que permanece contemporânea e universal. Desde que li sua obra "A Hora da Estrela", o último publicado em vida, tornei-me fã e logo fui devorando outros livros como "Laços de Família" e "Perto do Coração Selvagem". No momento, leio sua biografia escrita por Benjamim Moser e como já comentei, realmente vale a pena ler!
Mas quero passar a vcs meus amigos, um dos melhores presentes que se pode dar...um livro! Aproveitem! Beijussssssss W

http://www.4shared.com/get/BaNSnsFF/Livro_Felicidade_Clandestina_C.html

sábado, 16 de abril de 2011

A Vida Imortal de Henrietta Lacks - Rebecca Skloot

A Ciência sempre foi um campo fascinante, em todos os sentidos, desde as especulações científicas, passando pelas experiências até às descobertas. O que está pela frente das cortinas, visível, é sempre mais esplendoroso e admirável. Porém e infelizmente, em alguns bastidores repletos de mistérios inimagináveis há sempre estórias que agridem a Ética e o bom senso. Nunca é demais destacar que a verdade é o maior dogma que se possa existir, pois sempre vem à tona mais cedo ou mais tarde. Hoje, ao ler o jornal deparei-me com uma matéria sobre uma mulher que ajudou a revolucionar a medicina: Henrietta Lacks. Todavia, sua contribuição não foi consentida e tampouco recompensada, ferindo um dos princípios éticos básicos que rege o tratamento médico. O livro conta a sua trajetória até a morte aos 31 anos, vitimada por um câncer altamente agressivo. Suas células cancerígenas foram extraídas e analisadas por diversos pesquisadores, os quais desenvolveram experiências e vacinas e até hoje, tais células são objetos de estudos. A autora Rebecca Skloot presta um enorme serviço à humanidade ao lançar esta obra sobre uma americana anônima cuja morte ajudou a salvar milhares de vidas. Vale a pena ler! W.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Na vida sempre há intervalos...

Caros amigos, depois de uma pequena pausa nas leituras em decorrência de atividades profissionais e já saudosa de ter ficado tão distante do filho "blog", aqui estou! risos...E em função deste período de ausência, aproveito para refletir brevemente sobre os intervalos que a vida nos oferece e que por vezes não nos agrada muito. É um tempo que parece não acontecer algo importante ou que não é possível enxergar a realidade mais incisiva. Com certeza, todos já vivenciaram esta experiência. Mas são necessários para a reflexão, para rever prioridades e planejar metas. É preciso ter cuidado com a rotina de pegar o trem da vida todos os dias, no mesmo local e horário, para o mesmo destino...o caminho deve ser diferente, o olhar deve vislumbrar algum detalhe perdido e a esperança seguir os trilhos de um novo horizonte. Além disso, faz parte lembrar o passado e não permitir os mesmos erros, sentir o presente com mais acertos e deixar que o futuro seja apenas o próximo momento! Creio que tal postura é difícil e talvez o segredo seja ter confiança...na verdade, os intervalos são como as vírgulas, sempre vem algo interessante depois! E o pôr-do-sol é uma das pausas que mais gosto... com licença que vou ali admirar! Beijussssssssss W

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Clarice Lispector: um agradável convite à reflexão...

Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.


Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.

Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.

Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.

Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.

Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.

Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.

Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.

Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.

Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.

Já tive crises de riso quando não podia.

Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.

Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.

Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.

Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.

Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.

Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.

Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.

Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".

Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.

Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.

Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.

Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.

Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.

Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.

Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!

Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!

Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.

Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!

Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.

Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.

Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:

- E daí? EU ADORO VOAR!

                                                                     Clarice Lispector